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sábado, 17 de dezembro de 2016

Atividade 3

Esta terceira reflexão incide sobre as aplicações que uma emissão televisiva, poderá ter no estudo da Língua Portuguesa numa determinada faixa etária. 
A faixa etária escolhida por mim para a realização deste trabalho, foi o pré-escolar (dos 0 aos 3 anos) como estou a fazer o blogue sozinha, apenas tinha a hipótese de escolher a faixa etária com a qual realizei o meu primeiro momento de estágio.
Esta é a idade em que a criança desenvolve a sua memória, começa a ter noção do bem e do mal e torna-se consciente, compreendendo uma variedade de ações e palavras. Os desenhos animados são uma ferramenta importante em todas estas descobertas que vão acontecendo ao longo do tempo. 
O filme escolhido por mim é a "A Idade do Gelo", o primeiro filme. Este poderá ser adequado ao pré-escolar, pois é um filme de animação e tem animais, algo que as crianças costumam gostar muito. 
A mensagem deste filme é também muito importante para as crianças, para que elas consigam lidar com as diferenças desde cedo, apelando assim para isso mesmo, não importa quem ou como somos, podemos relacionar-nos com toda a gente. Neste caso, temos um tigre, um mamute e uma preguiça, três animais completamente distintos que acabam por ter uma grande e forte amizade. 
Por serem ainda muito pequenas, isto pode dificultar as atividades no âmbito da Língua Portuguesa pois estas crianças não sabem nem ler nem escrever. No entanto, podemos trabalhar outras áreas da Língua Portuguesa associadas à memória por exemplo e à capacidade de recontar a história, podemos fazer jogos que enriqueçam o vocabulário das crianças, entre outros. 
Não nos podemos porém, centrar-nos apenas em situações que desenvolvam a oralidade mas sim, que possam promover um primeiro contato com a linguagem escrita, ao mesmo tempo. 
As duas atividades escolhidas por mim, após o visionamento do filme são as seguintes:
Na primeira, a Educadora apresenta um cartão com uma imagem de personagens aleatórias, mesmo de outros filmes, e as crianças terão de dizer se pertencem ou não ao filme que acabaram de ver. Se sim, terão de dizer o nome personagens. Isto desenvolve a sua memória e ao mesmo tempo a interpretação da história. Assim conseguem ter noção das personagens existentes e da importância das mesmas no filme em questão.
A segunda atividade requer também o visionamento do filme, pois as crianças terão de fazer um pequeno resumo do filme oralmente utilizando os cartões com as personagens para as identificar. 
Podemos a partir desta, avaliar a capacidade de síntese de cada criança e se a mesma esteve atenta ao filme, se consegue identificar corretamente as personagens, se percebam a ligação entre as mesmas. 
Outra atividade que poderia ainda ser proposta, podemos relacionar com a primeira, onde as crianças identificam as personagens através das suas imagens e depois a educadora coloca por cima das mesmas o nome dos animais para que as crianças comecem também a ter contato com a língua escrita, com as letras e com o som das mesmas. 
Mesmo que a criança não saiba ler é muito importante que ela tenha contato com as letras, com palavras, com frases para que comece a reconhecer as mesmas e os seus sons, como soam quando as dizemos, a diferença entre a escrita e a oralidade. Desta maneira pode também aprender de uma forma lúdica através de jogos, músicas, filmes, desenhos animados, entre outros. 

Escolhi este filme, porque é dos filmes de animação que gosto mais, pois apesar de ser para o pré-escolar, e eles ainda não terem capacidade para retirar uma mensagem, a deste filme é muito bonita e deve ser transmitida às crianças. A importância das diferenças, da família, da união da mesma, do trabalho de equipa, o saber que ninguém ocupa o lugar de ninguém, toda a gente tem o seu papel e a sua função e é importante e especial à sua maneira. Saber que devemos respeitar o outro e devemos ouvi-lo, para que o façam connosco. 
É um filme com muito humor e que geralmente as crianças gostam, as personagens têm características muito específicas e engraçadas. Têm personalidades muito diferentes  o que as torna únicas e especiais. Ao longo dos outros filmes, a família vai crescendo e vai se tornando cada vez mais forte e unida. Considero que a minha escolhia seria aceite pelas crianças facilmente e que iriam ver o filme sem grandes problemas.

Trailer do filme:



quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Reflexão 2 
     Segurança na Internet




 Hoje em dia é utilizada por biliões de pessoas, de todo mundo, e como tal esta “carrega” informação sobre todos os seus utilizadores. Informação que os mesmos deixam à mão de semear. É um facto que não são apenas as celebridades que correm riscos ao terem as suas vidas expostas na Internet, todos nós, utilizadores das tecnologias corremos esse risco a partir do momento em que temos algo no nosso telemóvel ou computador que nos possa comprometer. Podemos então considerar que um dos maiores problemas da Internet seja o facto de hoje em dia não existir nenhuma identidade que garanta total fiabilidade na guarda dos nossos segredos (Belanciano, 2014) e que maior parte das pessoas não pensa nos riscos quando coloca informações pessoais à disposição de qualquer um que por maldade se aproveite delas. Há quem considere que a melhor solução seja mesmo não colocar nada que seja passível de se virar contra nós, como foi referido anteriormente. No entanto esta decisão cabe a cada um, que é responsável por si próprio e tem, à partida, consciência dos atos e das consequências dos mesmos. Por outro lado sabemos que há armazene a vida nos seus computadores, ainda que ditos pessoais, existem inúmeras pessoas que facilmente teriam acesso a toda a informação lá presente. “Nada justifica a violação de privacidade, seja de quem for” (Belanciano, 2014). Se por outro lado falarmos de utilizadores como as crianças e os jovens, o assunto tem de ser tratado de maneira diferente pois estes, ainda inconscientes do perigo e dos riscos, devem ser alertados e chamados a atenção para uma segura utilização da Internet e da importância que isso tem. O não falar com estranhos, não publicar fotos nas redes sociais que nos comprometa, não publicar os dados pessoais, não dar as palavras-chave a ninguém, não aceitar amizade de perfis falsos, entre outras regras de segurança. É muito importante que saibam agir corretamente nestas situações e que saibam os riscos associados a uma má utilização da Internet, nem todas as pessoas têm boas intenções e a facilidade de influenciar uma criança e fazer algo é muito grande em relação aos adultos. Outra questão de importância significativa é a quantidade de coisas que podemos fazer com um telemóvel para além de chamadas, mensagens e selfies. “Os smartphones são muito mais do que telefones, são máquinas com grande capacidade de cálculo e comunicação” (Vasconcelos, 2016). Nós nem temos ideia onde estão todas as coisas que publicamos nas redes sociais, o local físico. Por exemplo se usarmos o software da Google, estando na europa, os nossos dados podem estar em qualquer lado, na Holanda, na Bélgica. Para travar os roubos de dados e identidade enfrentamos o problema da segurança versus liberdade. Vasconcelos (2016) afirma que o nosso maior inimigo somos nós próprios, somos a maior ameaça, pois utilizamos a Internet de forma descuidada. Não podemos negar, no entanto, todas as vantagens que a mesma tem, as oportunidades, as facilidades que ela nos traz, no fundo tudo tem prós e contras, sem exceção. Quanto mais poder temos sobre alguma coisa, mais responsáveis temos de ser e temos de ser conscientes sobre os nossos atos. Não estamos seguros publicando os nossos dados pessoas na Internet, mas sabendo isso, cabe a cada um de nós decidir se o faz ou não (Oliveira, 2016).


Referências:

Oliveira, Pedro Miguel (2016), Quem vigia a Internet de Todas as Coisas?. Obtido a 24 de novembro de 2016, disponível em  http://exameinformatica.sapo.pt/opiniao/2016-11-16-Quem-vigia-a-Internet-de-Todas-as-Coisas-
Sem Autor (2016), Internet das Coisas tem muitos benefícios mas deve ser usada com algum cuidado. Obtido a 24 de novembro de 2016, disponível em  http://tek.sapo.pt/noticias/internet/artigo/internet_das_coisas_tem_muitos_beneficios_mas_deve_ser_usada_com_algum_cuidado-49539ust.html
Vasconcelos, Paulo (2016), O surfista e a onda: fraude na internet. Obtido a 24 de novembro, disponível em  http://visao.sapo.pt/opiniao/silnciodafraude/2016-11-03-O-surfista-e-a-onda-fraude-na-internet
Belanciano, Vítor (2014),  Não são apenas as celebridades que estão a nu na internet. Obtido a 24 de novembro de 2016, disponível em  https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/nao-sao-apenas-as-celebridades-que-estao-a-nu-na-internet-1668563
Guerreiro, António (2014), A Máquina Google. Obtido a 24 de novembro de 2016, disponível em  https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/a-maquina-google-1663271


Rute Nunes
3º ano turma B